Discurso na Recepção do 77.º Aniversário da Proclamação da República Popular da China
 
2026-10-01 00:25

Senhoras e Senhores, caros Amigos,

Boa noite!

Sejam bem-vindos à Embaixada da China em Angola. Reunimo-nos hoje para celebrar o 77.º aniversário da fundação da República Popular da China, renovar a nossa amizade e refletir em conjunto sobre o futuro. Antes de mais, em nome da Embaixada da China em Angola, gostaria de dar as mais calorosas boas-vindas a todos os presentes e expressar os meus sinceros agradecimentos aos amigos de diversos sectores que têm acompanhado e apoiado o desenvolvimento da China e contribuído para o fortalecimento da amizade China-Angola.

Acredito que todos já tenham reparado no robô ao lado do palco quando entraram. Daqui a pouco, ele também vai trazer-nos uma apresentação muito maravilhosa. Pode-se dizer que, o nível de desenvolvimento da indústria robótica reflecte de forma concentrada a capacidade integrada da China na aplicação tecnológica e na integração industrial. É um pequeno retrato da evolução da economia chinesa rumo à inovação e a um desenvolvimento de maior qualidade, e também uma forte prova do vigor e da resiliência da economia chinesa.

A China é o principal motor da economia mundial. Durante muitos anos, a contribuição da China para o crescimento económico global tem-se mantido em torno de 30%. No primeiro semestre deste ano, a economia chinesa registou um crescimento estável de 4,7%, mantendo uma evolução sólida e uma tendência de melhoria. A China continua a ser a fonte de dinamismo mais forte, estável e fiável para o crescimento da economia mundial.

A China é uma âncora de estabilidade das cadeias industriais e de abastecimento globais. As cadeias industriais e de abastecimento completas construídas pela China não só elevaram a eficiência da produção mundial, como também trouxeram maior previsibilidade ao crescimento estável da economia global. Desde o início deste ano, o conflito internacional perturbou a circulação no Estreito de Ormuz, provocando restrições no fornecimento internacional de petróleo bruto e de matérias-primas essenciais. Tirando partido das suas fortes vantagens no setor das novas energias, a China respondeu de forma activa, reduzindo as importações de petróleo bruto e aliviando significativamente a pressão de subida dos preços internacionais do petróleo. Ao mesmo tempo, manteve uma produção eficiente e estável, compensando lacunas de oferta causadas pela paralisação da produção e por perturbações logísticas em algumas regiões. Meios de comunicação europeus comentaram que “a China salvou a economia mundial pela segunda vez desde a crise financeira internacional de 2008”.

A China é um dos berços da inovação científica e tecnológica mundial. Segundo um relatório da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, a China subiu do 34.º lugar, em 2012, para o 10.º lugar, em 2025, no Índice Global de Inovação. Desde o início deste ano, a chamada “Lei de Tao (τ)” no setor dos semicondutores ganhou destaque; o programa espacial chinês alcançou novos avanços na recuperação de foguetões tanto no mar quanto em terra; foram alcançados novos avanços em tecnologias-chave e fundamentais, incluindo os circuitos integrados, incluindo circuitos integrados; a investigação e desenvolvimento de medicamentos inovadores encontram-se na vanguarda mundial; e a China está a tornar-se, cada vez mais, um dos principais polos mundiais de inovação em larga escala.

Caros Amigos,

O mundo de hoje entrou num novo período de turbulência e transformação. O défice de paz agrava os conflitos geopolíticos; o défice de desenvolvimento amplia a distância entre o Norte e o Sul; o défice de segurança corrói os alicerces da confiança mútua; e o défice de governação enfraquece a eficácia do multilateralismo. A história ensina-nos que, quanto mais difícil for o momento, mais devemos manter a confiança na cooperação de ganhos compartilhados e mais devemos adotar ações concretas para dar novo impulso à causa da paz e do desenvolvimento mundiais.

Perante o défice global de desenvolvimento, a China apresentou a Iniciativa para o Desenvolvimento Global (IDG), defendendo a construção de uma parceria global para o desenvolvimento baseada na união, igualdade, equilíbrio e inclusão, e incentivando os países a colocarem o tema de desenvolvimento no centro das prioridades, a seguirem uma abordagem centrada nas pessoas, a promoverem o desenvolvimento por meio da solidariedade e a alcançarem o desenvolvimento comum. Até ao momento, quase 100 países e organizações assinaram documentos de cooperação com a China, 88 países aderiram ao Grupo de Amigos da IDG, foram mobilizados mais de 23 mil milhões de dólares norte-americanos em fundos para o desenvolvimento e foram implementados mais de 1.800 projetos “pequenos e belos”, trazendo benefícios concretos às populações de mais de 120 países. Com ideias e iniciativas avançadas, a China está a contribuir para reduzir o défice global de desenvolvimento e promover a prosperidade comum no mundo.

Perante um mundo marcado por mudanças e turbulências, a China apresentou a Iniciativa para a Segurança Global (ISG), defendendo uma visão de segurança comum, abrangente, cooperativa e sustentável. A China é o país que mais contribui com efectivos para as operações de manutenção da paz entre os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, tendo enviado, cumulativamente, mais de 50 mil efectivos para 29 operações de manutenção da paz. Desde o agravamento da situação no Médio Oriente, em 2026, a China voltou a realizar intensas deslocações diplomáticas e esforços de mediação. Com ações concretas, a China tem sido sempre uma participante ativa na promoção da paz internacional. Atualmente, a ISG conta com o apoio de mais de 130 países e organizações internacionais, foi expressamente incorporada em mais de 140 documentos bilaterais e multilaterais e alcançou resultados importantes em muitas áreas, incluindo a manutenção da estabilidade regional.

Em resposta à questão “Para onde se dirige a civilização humana?”, a China apresentou a Iniciativa para a Civilização Global (ICG), defendendo o respeito pela diversidade das civilizações do mundo e a promoção dos valores comuns da humanidade. A China assinou acordos de cooperação cultural, de património cultural e de turismo com 157 países, coorganizou com países amigos mais de 500 exposições de património cultural, tanto na China como no exterior, e realizou 44 projetos arqueológicos conjuntos com 24 países. No âmbito do Ano China-África de Intercâmbios entre os Povos, celebrado este ano, a China e África realizaram quase 500 atividades nas áreas da educação, juventude, cultura e outras. Por meio da aprendizagem mútua, a China promove a compreensão; por meio da inclusão, supera preconceitos, contribuindo com a força da China para o progresso da civilização humana.

Perante as disfunções, insuficiências e ineficácia do sistema de governação global, a China apresentou a Iniciativa para a Governação Global (IGG), sublinhando a igualdade soberana, o Estado de direito internacional e o multilateralismo. A iniciativa inclui o apoio ao aumento da representação e da voz dos países em desenvolvimento, em particular dos países africanos, nas Nações Unidas e no Conselho de Segurança. Atualmente, a IGG conta com o apoio de quase 160 países e organizações, e mais de 60 países aderiram ao Grupo de Amigos da IGG. Em 2026, representantes de mais de 100 países participaram numa reunião de alto nível organizada pela China para debater conjuntamente a defesa dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas. Perante mudanças sem precedentes num século, a China tem estado sempre do lado certo da história, do lado da equidade e da justiça e do lado do progresso da humanidade.

Senhoras e Senhores, caros Amigos,

Angola é um importante parceiro de cooperação da China em África, e a amizade entre os nossos dois países resistiu ao teste do tempo e tornou-se cada vez mais sólida. Atualmente:

Os intercâmbios de alto nível entre a China e Angola são cada vez mais estreitos, e a confiança política mútua continua a aprofundar-se. Desde o início deste ano, o Presidente da Assembleia Nacional de Angola, o Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, a Ministra das Finanças, o Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, a Ministra das Pescas e Recursos Marinhos, o Ministro dos Transportes e outros altos responsáveis governamentais visitaram sucessivamente a China. Mantiveram intercâmbios francos e aprofundaram a cooperação com a parte chinesa em áreas prioritárias como legislação, formação de quadros, finanças, mineração e energia, pescas e produtos aquáticos. A confiança política mútua entre os dois países atingiu um novo patamar.

A cooperação económico-comercial entre a China e Angola tem sido elevada em qualidade, e os interesses dos dois países estão cada vez mais interligados. Atualmente, existem em Angola cerca de 600 empresas de capitais chineses, com um stock acumulado de investimento próximo de 28 mil milhões de dólares norte-americanos. A cooperação em setores emergentes e não petrolíferos, como mineração, indústria transformadora, economia digital e inteligência artificial, continua a expandir-se. Desde o início deste ano, a cooperação prática bilateral produziu resultados ainda mais frutíferos. Em maio, a China implementou integralmente a política de tarifa zero para 53 países africanos com relações diplomáticas com a China, incluindo Angola. Recentemente, a entrada de jindungo angolano no mercado chinês foi aprovada, e acredito que em breve estará presente nas mesas das famílias chinesas. Na edição deste ano da Feira Internacional de Luanda, o Pavilhão da China fez a sua estreia, demonstrando a forte vontade das empresas chinesas de apoiar o desenvolvimento económico de Angola. Em seguida, muitas empresas angolanas participarão, em novembro, na 9.ª Exposição Internacional de Importação da China. Esperamos que a vossa participação acrescente novo impulso à cooperação económico-comercial China-Angola e dê ainda mais brilho à amizade entre os dois países.

Os intercâmbios entre os povos e no domínio cultural entre a China e Angola estão a florescer, aprofundando a amizade entre os nossos povos. A feira do Festival da Primavera e o espetáculo artístico apresentado pela Companhia Acrobática de Gansu proporcionaram a população angolana uma experiência enriquecedor da cultura chinesa. O Dia Internacional da Língua Chinesa e o concurso “Ponte Chinesa” continuaram a alimentar o crescente entusiasmo pela aprendizagem da língua chinesa em Angola. A recém-criada Associação de Pesquisa sobre a China em Angola tornou-se uma nova plataforma para conhecer a China. As visitas recíprocas e os intercâmbios entre académicos de centros de estudos e profissionais da comunicação social aprofundaram o conhecimento mútuo e a amizade entre os dois povos. Além disso, já estão em utilização quadras comunitárias de basquetebol requalificadas com o apoio da Embaixada no Município da Ingombota e os equipamentos desportivos doados à Federação Angolana de Ténis de Mesa. Cada vez mais cidadãos comuns estão a tornar-se participantes diretos, testemunhas e divulgadores da amizade China-Angola.

Senhoras e Senhores, caros Amigos,

Este ano assinala o 70.º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre a China e África. Como reflexo vivo do contínuo aprofundamento da amizade China-África, as relações China-Angola também percorreram um caminho extraordinário de desenvolvimento. No futuro, a China continuará disposta a trabalhar com Angola para consolidar consensos de cooperação, ampliar o espaço de desenvolvimento, tornar a confiança política mútua ainda mais sólida, a cooperação prática ainda mais frutífera e os laços entre os povos ainda mais profundos, construindo comunidades de futuro compartilhado China-Angola e China-África ainda mais estreitas.

Por fim, desejo prosperidade e desenvolvimento à China e a Angola! Desejo felicidade e bem-estar aos povos chinês e angolano! Que a amizade China-Angola perdure para sempre! Muito obrigado!

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